Rosa Maria Soares Madeira Domingues; Marcos Augusto Bastos Dias; Marcos Nakamura-Pereira; Jacqueline Alves Torres; Eleonora d’Orsi; Ana Paula Esteves Pereira; Arthur Orlando Correa Schilithz; Maria do Carmo Leal
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O objetivo deste artigo é descrever os fatores referidos para a preferência pelo tipo de parto no início da gestação e reconstruir o processo de decisão pelo tipo de parto no Brasil.
Elaine Fernandes Viellas; Rosa Maria Soares Madeira Domingues; Marcos Augusto Bastos Dias; Silvana Granado Nogueira da Gama; Mariza Miranda Theme Filha; Janaina Viana da Costa; Maria Helena Bastos; Maria do Carmo Leal
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O estudo tem por objetivo analisar a assistência pré-natal oferecida às gestantes usuárias de serviços de saúde públicos e/ou privados utilizando dados da pesquisa Nascer no Brasil, realizada em 2011 e 2012. As informações foram obtidas por meio de entrevista com a puérpera durante a internação hospitalar e dados do cartão de pré- natal. Os resultados mostram cobertura elevada da assistência pré-natal (98,7%) tendo 75,8% das mulheres iniciado o pré-natal antes da 16a semana gestacional e 73,1% compareceram a seis ou mais consultas. O pré-natal foi realizado, sobretudo, em unidades básicas (89,6%), públicas (74,6%), pelo mesmo profissional (88,4%), em sua maioria médicos (75,6%), e 96% receberam o cartão de pré-natal. Um quarto das gestantes foi considerado de risco. Do total das entrevistadas, apenas 58,7% foram orientadas sobre a maternidade de referência, e 16,2% procuraram mais de um serviço para a admissão para o parto. Desafios persistem para a melhoria da qualidade dessa assistência, com a realização de procedimentos efetivos para a redução de desfechos desfavoráveis.
Celia Landmann Szwarcwald; Juan José Cortez Escalante; Dácio de Lyra Rabello Neto; Paulo Roberto Borges de Souza Junior; César Gomes Victora
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Neste trabalho, propõe-se uma metodologia de estimação da razão de mortalidade materna (RMM), no Brasil, 2008-2011, por meio das informações do Ministério da Saúde. O método proposto leva em consideração, o sub-registro geral de óbitos, as proporções de investigação de mortes de mulheres em idade fértil, bem como as proporções de óbitos maternos que foram atribuídos, indevidamente, a outras causas antes da investigação.
Ana Paula Esteves Pereira; Maria do Carmo Leal; Silvana Granado Nogueira da Gama; Rosa Maria Soares Madeira Domingues; Arthur Orlando Corrêa Schilithz; Maria Helena Bastos
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O objetivo deste estudo foi verificar a validade de diferentes métodos de estimação da idade gestacional e propor a criação de um algoritmo para cálculo da mesma para a pesquisa Nascer no Brasil – estudo realizado em 2011-2012, com 23.940 puérperas. Utilizou-se a ultrassonografia precoce, realizada entre 7-20 semanas de gestação, como método de referência. Todas as análises foram estratificadas segundo tipo de pagamento do parto (público ou privado). Quando comparado à ultrassonografia precoce, foram encontrados coeficientes de correlação intraclasse substanciais tanto para o método idade gestacional na admissão baseado em ultrassonografia (0,95 and 0,94) quanto para o método idade gestacional relatada pela puérpera na entrevista (0,90 and 0,88), para o pagamento do parto público e privado, respectivamente. Medidas baseadas na data da última menstruação apresentaram coeficientes de correlação intraclasse menores. Este estudo sugere cautela ao se utilizar a data da última menstruação como primeiro método de estimação da idade gestacional no Brasil, fortalecendo o uso de informações oriundas de ultrassonografia precoce.
Mauricio Teixeira Leite de Vasconcellos; Pedro Luis do Nascimento Silva; Ana Paula Esteves Pereira; Arthur Orlando Correa Schilithz; Paulo Roberto Borges de Souza Junior; Celia Landmann Szwarcwald
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Este artigo descreve a amostra da Pesquisa Na- cional sobre Parto e Nascimento no Brasil. Os hospitais com 500 ou mais nascidos vivos em 2007 foram estratificados por macrorregião, capital de estado ou não, e tipo, e selecionados com probabilidade proporcional ao número de nascidos-vivos em 2007. Amostragem inversa foi usada para selecionar tantos dias de pesquisa (mínimo de 7) quantos fossem necessários para alcançar 90 entrevistas realizadas com puérpe- ras no hospital. As puérperas foram amostradas com igual probabilidade entre as elegíveis que entraram no hospital no dia. Os pesos amostrais básicos são o inverso do produto das probabili- dades de inclusão em cada estágio e foram cali- brados para assegurar que estimativas dos totais de nascidos vivos dos estratos correspondessem aos totais de nascidos vivos obtidos no SINASC. Para os dois seguimentos telefônicos (6 e 12 meses depois), a probabilidade de resposta das puérperas foi modelada pelas variáveis disponí- veis na pesquisa de base, a fim de corrigir, para a não resposta, os pesos amostrais em cada onda de seguimento.