Blog Mulheres Empoderadas
"Tem início Consulta Pública para normas sobre parto. Já estão disponíveis para análise as duas propostas de normativos colocadas em consulta pública pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ambas visam à redução de cesarianas desnecessárias entre consumidoras de planos de saúde. Entre as medidas sugeridas pela Agência, está a ampliação do acesso à informação pelas beneficiárias, que poderão solicitar as taxas de cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde e por médico – independentemente de estarem grávidas ou não.

As propostas para a mudança do modelo de assistência vigente foram anunciadas nesta terça-feira (14), em Brasília, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo. As medidas foram elaboradas por um Grupo de Trabalho específico constituído por servidores da ANS.

Na ocasião, o ministro da Saúde destacou a importância do enfrentamento ao que pode ser considerada uma epidemia de cesarianas no país. "No setor privado, o percentual que temos de partos cesáreos deveríamos ter de partos normais. Respeitar a mulher é, acima de tudo, disponibilizar a ela todas as informações sobre o parto normal e fazer com que o parto cirúrgico seja adotado apenas quando indicado", ressaltou Chioro.

Além da transparência das informações, as resoluções preveem ainda a apresentação do partograma, um documento que deverá conter as anotações do desenvolvimento do trabalho de parto, das condições maternas e fetais. O documento, além de uma importante ferramenta de gestão para as operadoras, será parte integrante do processo para pagamento do parto. Em casos excepcionais, o partograma poderá ser substituído por relatório médico detalhado.
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Texto Web
Em 01 de abril de 2014 na cidade de Torres – RS, Adelir Carmen Lemos de Góes foi submetida a uma cirurgia cesariana contra sua vontade a através de ordem judicial. Mulheres em todo o território nacional organizaram manifestação em solidariedade à Adelir, e a Associação Artemis denunciou em vários órgãos e secretarias públicas a violação a direitos humanos. Na cidade de São Paulo as mulheres estiveram em vigília no dia 11/04/2014 por 24 horas no Largo São Francisco, ocasião em que entregaram a referida denúncia junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo solicitando a realização de Audiência Pública para a discussão da Violência Obstétrica.

A sessão contará com a presença do Deputado Federal Jean Wyllys, autor do Projeto de Lei 7633/2014, que dispõe sobre a humanização da assistência à mulher e ao neonato durante o ciclo gravídico-puerperal; da Doutora Esther Vilela, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde e da Professora Doutora Carmen Simone Grilo Diniz, do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. E terá, ainda, o depoimento de sete mulheres vítimas de violência obstétrica, dentre elas a Adelir Carmen Lemos de Góes.

A violência obstétrica praticada na mulher durante e após o parto podem gerar danos à saúde da mãe e do bebê como hemorragias, infecções, ruptura de órgãos, fratura de costela, além de outras complicações.

O evento é aberto para a participação de toda a sociedade civil que tenha interesse em discutir a questão. Ao final, será debatida a aprovação de uma carta que aponte caminhos e propostas.
Ministério Público
Impresso,Texto Web
Ministério Público Federal de Sampa faz chamada para audiência pública sobre EPISIOTOMIA.
Anônimo
Texto Web
Diversificando as plataformas de narrativas. Esta imagem circulou pelas redes sociais, como algo parecido ao "meme".
Com uma clara intenção de apoiar e incentivar mulheres a denunciarem a violência relacionada ao parto.
(Detalhe para o símbolo de mulher índia).
Tatianne Frank
Audio,Exposição / Instalação,Impresso
O Ministério da Saúde promoverá, de 07 a 11 de abril de 2014, a Semana Nacional de Humanização – HumanizaSUS. Com o intuito de promover a humanização no Sistema Único de Saúde, a iniciativa pretende impulsionar os Estados e Municípios para que promovam atividades de reflexão sobre a prática e assistência de saúde oferecidas no país.
Em Recife e região teremos a participação de várias instituições que trabalham preocupadas com a realidade da atenção obstétrica brasileira e em prol de ações contra a violência obstétrica. Violência que precisa ser desvelada e refletida entre profissionais, instituições que oferecem serviços de saúde, mulheres e sociedade civil.